Animais domésticos podem causar impacto nas unidades de conservação

  Foto : Acervo INEA


Que todo mundo adora passear com o bichinho de estimação a gente já sabe. Mas na hora de visitar os parques estaduais ou demais unidades de conservação (UCs), os pets devem ficar em casa. E o motivo é muito simples: animais domésticos que interagem de forma direta ou indireta com animais silvestres de vida livre podem gerar sérios problemas para a conservação das espécies, além de estarem vulneráveis a doenças.

As UCs são áreas naturais de grande importância, que são protegidas para garantir a conservação não só das espécies, mas também de todo o bioma presente. E a presença de animais invasores - espécies selvagens que não são nativas da região e foram introduzidas e animais domésticos - gera diversos impactos na fauna local. 

Estima-se que 58% das extinções modernas, que incluem espécies de aves, mamíferos e répteis, são causadas por mamíferos invasores. Além das espécies já extintas, em torno de 600 ainda estão ameaçadas pela presença desses animais. 

O gato doméstico, por exemplo, é um dos predadores mais nocivos para espécies silvestres. Pesquisas apontam que 26% das extinções de répteis, mamíferos e aves são causadas pela presença de gatos domésticos no local de origem. Sem predadores naturais, as populações de animais domésticos ainda podem aumentar descontroladamente. Por isso, deixe seu bichinho em casa ao visitar nossos parques para que sua experiência seja ainda melhor e sem incidentes.

INEA - Instituto Estadual do Ambiente
Av. Venezuela 110, Saúde - Rio de Janeiro - Rj.
CEP 20081-312 | www.inea.rj.gov.br
   
Instituto Estadual do Ambiente - Imprint - © Copyright 2008-2017